Semana passada, armando a minha árvore de Natal, eu tive boas surpresas.
Aqui em casa guardamos cuidadosamente os enfeites da árvore. Boa parte deles é a mesma que eu usava quando criança. É muito prazeroso abrir a caixa de enfeites todo dezembro e rever as peças antigas, tão carregadas de lembranças. As peças mais delicadas nós embrulhamos, uma a uma, em jornal. Gosto tanto dessa tradição que não substituo as folhas de jornal, por mais velhas que fiquem.
Abro as folhas e me divirto com as manchetes. Uma, de 1991, cita com indignação o presidente Collor. Uma página de 1984 mostra os programas de TV para aquele fim de ano, destacando o especial de Roberto Carlos (oooooooooh! que novidade!). A mesma página traz um anúncio da estréia, nos cinemas, do filme Greystoke – A Lenda de Tarzan, aquele mesmo que o SBT reprisa 500 vezes por ano, desde 1985. Ao lado, cheio de pompas, está o anúncio de A Filha dos Trapalhões. Detalhe: “o mais luxuoso cinema da cidade”, com Dolby Stereo! E mais: um filme com “70% de som estereofônico”. Nunca tinha ouvido falar de filme parcialmente estereofônico! E eles eram honestos, davam até a porcentagem. Vejam na foto abaixo. Não me xinguem pela qualidade: o papel está horrível mesmo, não pude fazer nada, não sou bom em manipulação gráfica.

A maior surpresa veio depois. Vejam a foto abaixo. Um jornal de 1990 cita o “desenvolvimento do processo de informatização” e a procura por computadores usados, devido aos altos preços. Estas partes me fizeram rir alto:
“Já os empresários necessitam de instrumentos
mais potentes e dirigem-se às lojas de informática
para adquirirem micros usados de 16 bits.”
“…um micro de 8 bits usado custa de $6 a $7 mil,
enquanto um de 16 bits sai por $14 ou $15 mil…”
“Os empresários que já possuem equipamentos
de 16 bits normalmente procuram máquinas
um pouco mais velozes, trocando os
4,77 MHz por 10 MHz.”
“O CP 500 da Prológica, 8 bits, é um dos
equipamentos mais facilmente encontrados
em casas de informática…”
CP 500 foi de arrepiar! Vejam o que eu desenterrei!

O curioso é falarmos de menos de duas décadas como se falássemos de dois séculos. O avanço da informática chega a ser assustador na mesma medida em que é bom para todos nós. Lá atrás, há apenas 18 anos, um [hoje] ridículo CP 500; hoje, eu aqui escrevendo pela primeira vez no supercomputador iMac que ganhei da minha irmã. Mas sabem o que me dá aflição? Daqui a 15 anos vou me lembrar desse iMac, que agora me deixa tão feliz, e mais uma vez vou rir alto!
FELIZ NATAL!













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Glauco!
A tradição é tão mágica, que nos leva a reencontros, até com as notícias passadas, lembrando-nos da certeza, que tudo se transforma e adapta-se.Armar a árvore, nos faz voltar a infância, e desejar que o papai noel, traga algo de bom.Sejemos, papai noel de nós mesmo, fazendo algo de bom.Parabéns pelo presente.
bjs Albani
Chegou o Natal…
Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial.
Industrializou a esperança,
fazendo-a funcionar no limite da exaustão.
Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar
e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação
e tudo começa outra vez,
com outro número e outra vontade de acreditar
que daqui pra diante vai ser diferente…
Carlos Drumond de Andrade
E que neste NATAL,
Jesus renasça no coração de cada um…
e que essa alegria preencha o seu coração
e o de toda a sua família!!!
Um forte abraço!
Albani
CANÇÃO DO NATAL
Mestre Amado, agradecemos,
Em teu Natal de alegria,
A paz que nos anuncia
A vida superior…
Por nossa esperança em festa,
Pelo pão, pelo agasalho,
Pelo suor do trabalho,
Louvado sejas, Senhor!…Envoltos na luz da prece,
Louvamos-te os dons supremos,
Nas flores que te trazemos,
Cantando de gratidão!…
Felizes e reverentes,
Rogamos-te, doce Amigo,
A benção de estar contigo
No templo do coração.
Casimiro Cunha Chico Xavier Livro:Antologia Mediúnica do Natal
Glauquinho,
Feliz Natal (atrasado) para toda a sua família.
Você me fez lembrar de quando comecei a trabalhar, em 1985. Era uma empresa gigante onde eu trabalhava e tínhamos apenas dos computadores, um XT e um AT… rs
Como o tempo passa…
Beijão
Aliás, a máquina de escrever que eu usava era essa que você coloca em “Onda Retrô”… exatamente essa!
Glauco, meu filho, foi emocionante participar com você desse encontro com o passado, enfeitando a árvore de Natal. Fatias do passado expostas para comentários, risos e emoções.
Lembra-se de sua primeira máquina de escrever, a amarela? Depois, o sonho de comprar uma elétrica? No rosto a emoção de usá-la pela primeira vez, lembra-se?
Que dia feliz!
Hoje… a emoção se renova, mas, que diferença! Um Apple iMac!
Bem, ficou na saudade e pudemos viver isso neste Natal.